Volta e meia depara-se em revistas de arquitetura ou páginas de jornais voltadas para o tema, com projetos de
telhados-verdes. Mais uma das propostas voltadas à preservação do meio ambiente e soluções ecologicamente corretas. Em Blumenau temos dois exemplos (que eu conheça) um desenhado por profissionais, outro natural.
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Projetado por Roberto Burle Marx, nos anos 70 |
O mais antigo é o da
Cia. Hering, em prédio projetado pelo arquiteto
Hans Broos como parte da ampliação daquela empresa, no início da década de 70. O arquiteto alemão, que aqui trabalhou por longos anos, teve a preocupação de preservar o antigo e integrar ao ambiente as novas estruturas. Assim, a edificação que abrigaria recepção, refeitório e outros serviços, ganhou um telhado-verde, projetado por nada menos do que
Burle Marx, o mais famoso paisagista brasileiro e amigo de Broos.
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Aqui, um telhado-ecológico obra da Natureza |
O outro, simples, espontâneo, vem se formando lentamente, de maneira natural ao longo de 16 anos. Está no
telhado da oficina do Jony Mertens, ao final da
Av. Brasil. Pode ser visto, admirado, da passarela para pedestres da
Ponte de Ferro. Poeira, folhas de duas enormes nogueiras pecan - plantadas pelo próprio Jony quando entrava na adolescência, há 35 anos - e folhas de outras plantas, foram se acumulando no telhado metálico da oficina e nas telhas de amianto que cobrem o que sobrou da antiga residência da família. E ali já germinam e ganham corpo outras plantas. O proprietário nem sabe que a Natureza está fazendo do seu teto, um telhado-ecológico.
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Um trabalho feito ao longo de 16 anos |
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No humus que se forma, prosperam arbustos enriquecendo o verde do telhado |
Gostei. Nao imaginava que Burle Marx havia projetado o telhado da CIA. Hering.
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