07 fevereiro, 2013

Pouco interesse dos vereadores em decidir sobre tarifas

     Tarifas de ônibus seguiu-se à questão da segurança pública nos discursos da tribuna da Câmara, nesta quinta. Robinson Soares, que na sessão inaugural estava compreensivelmente acabrunhado, usou o palanque  para sugerir que o governo encaminhe as planilhas do transporte coletivo à Câmara, para que os vereadores tomem conhecimento e possam interferir no processo. Um tema que lhe será comum, afinal, é relator da Comissão de Transportes.
     Ivan Naatz (PDT), líder do governo, foi além: encaminhou requerimento para apresentar projeto de Lei com emenda à Lei Orgânica, fazendo com que o aumento das tarifas dos ônibus será determinado por Lei e não mais por decreto. Com isso a decisão ficaria com o Legislativo e não mais com o prefeito. Mas, para apresentar o projeto precisava a concordância de oito vereadores. Até o momento em que lá estive, quase final da sessão, havia obtido sete assinaturas. Certamente tentará convencer mais um colega a abraçar este pepino.
                                                                                          Comissões
Naatz, quer vereadores decidindo valor da tarifa de ônibus
    Foram definidas, nesta segunda sessão, a composição e cargos das cinco comissões do Legislativo. Jefferson Forest (PT) é o presidente da de Constituição; Ivan Naatz (PDT) preside a de Educação; Oldemar Becker (PPS) é o presidente da de Agricultura; Marcos da Rosa (DEM) preside Finanças e Jens Mantau  (PSDB) lidera a de Transportes.


Robinho pede planilhas para analisar custos do transporte

Vanderlei puxa orelha da platéia e ameaça suspender sessão

   Previ na sessão inaugural que esta Legislatura terá muitas emoções, ou será divertida, dependendo do ponto de vista. Hoje, quinta, segundo dia dos vereadores em plenário, indica que estou certo.  Criticas, rusgas, manifestação da platéia e até ameaça de suspensão da sessão houve. E os vereadores sub-judice mostraram-se mais à vontade.
    A insegurança pública predominou os debates do dia e Célio Dias pediu a criação de uma comissão para exigir do governo estadual a transferência do presidio de Blumenau para outro local, mais distante da comunidade e mais seguro. E considerou o vice-prefeito injustiçado quando vereador, porque foi penalizado por colocar placas nas ruas pedido mais segurança. Defendeu a criação da guarda municipal. Fábio Fiedler (PSD) , líder do governo Kleinubing, manteve o hábito e defendeu, agora, o governador Colombo, que havia sido atacado por Jefferson Forest (PT).
    Forest, aliás, foi protagonista de momentos marcantes nesta sessão: disparou contra o governador, pela insegurança pública, e aparteou a critica que Zeca Bombeiro (PSD) fazia ao abandono do restaurante popular, para atribuir a situação ao ex-prefeito JPK. Bombeiro ficou revoltado e ganhou apoio de uma claquete que estava no plenário.
    Não sei se as "torcedoras" foram convidadas ou foram espontaneamente assistir a sessão, mas aplaudiam as intervenções dos pessedistas, especialmente os cassados e ensaiaram apupos ao petista Jefferson. Uma situação que levou o presidente da Casa, Vanderlei Oliveira, chamar a atenção da platéia por duas vezes, e ameaçar com a suspensão dos trabalhos. E foi elogiado pela desenvoltura.
Célio, mais à vontade, pedindo transferência do presídio
Fiedler, agora em defesa do governador, seu correligionário
Zeca, transferindo responsabilidade por obra paralisada
Cena de inicio de mandato: vereadores atentos à tribuna
Claquete dos pessedistas, pequena mas barulhenta
"Todos são bem-vindos, mas é preciso respeitar o trabalho parlamentar", disse.  Fora do plenário Jefferson foi abordado por Fiedler. "Não joga pedra serão também vai ser apedrejado", teria "sugerido" o ex-lider governista.

Blitz de trânsito, opção de lazer para alguns

        Os moradores da Rua Romario da Conceição Badia tiveram momentos de entretenimento nesta quarta-feira à noite. A atração foi a blitz feita pela Guarda de Trânsito e Polícia Militar. O local de fiscalização foi na esquina com o prolongamento da São Valentim. Muita gente ficou lá assistindo a abordagem dos veículos, que resultaram 48 autos de infração, uma carteira de habilitação apreendida e nove veículos apreendidos. Entre estes, uma moto que era pilotada por um menor de idade. Esta foi a segunda do dia, pois outra, à tarde, na Rua Fritz Koegler, terminou com 83 multas e sete veículos recolhidos ao depósito do Seterb. Bem próximo da blitz da noite, os guardas localizaram um Vectra abandonado. Com placas de Mafra, tinha sido roubado ainda ontem e foi deixado na Rua 1. de janeiro.
         Hoje tem mais fiscalização da Guarda. Aviso aos festeiros que forem à Sommerfest.
          Nas 30 operações do gênero feitas em janeiro, a Guarda emitiu 1795 notificações, reteve 417 documentos de veículos e mandou 207 deles para o depósito e identificou 28 motoristas alcoolizados.

Foz do Brasil sente o peso de tarefas que tomou do Samae

   A ganância da Foz do Brasil fez com que abocanhasse tarefas que não seria de sua alçada, com a conivência do governo Kleinubing, parece. A concessionária "tomou" a área comercial do Samae e todo controle do consumo de água da cidade e até a instalação e conserto de hidrômetros. Certamente para ter a certeza de quanto iria faturar com o esgoto e talvez imaginando que o controle e cobrança pelo abastecimento de água não fossem feitos de forma eficiente pelo serviço municipal de água.
    Falo nisso porque, o o diretor operacional que assumiu o comando da Foz este mês, Sandro Stoieck, teria  revelado a dirigentes do Samae o arrependimento da empresa e o interesse em "devolver" estes serviços. O atendimento aos clientes e a manutenção dos cavaletes (entrada de água dos imóveis, que sustenta os hidrômetros) está se tornando um fardo oneroso. O arrependimento "vazou".
   

Foz pressiona prefeitura e Samae

    A Foz do Brasil voltou à carga contra Prefeitura e Samae para a assinatura de contrato que eleva o valor a ser pago pelo governo municipal pela implantação da rede de esgoto. Ontem, dia 6, durante duas horas, o Diretor Regional da Odebrecht, Paulo Wenlzel, e o novo diretor operacional da Foz aqui em Blumenau, Sandro Stroiek, tentaram convencer o governo aceitar a exigência. Os investidores da Foz estão inquietos, temerosos de que o lucro não seja o esperado. "Precisamos reequilíbrio financeiro", disseram.
     Secretários municipais integrantes do comitê gestor de governo e dirigentes do Samae sentaram-se à mesa para ouvir os dirigentes da Foz, às 17h30 dessa quinta-feira. Durante duas horas foram apresentados números na tentativa de justificar o aditivo ao contrato no valor que supera os R$180 milhões. A empresa reclama estar investindo mais do que o previsto no contrato inicial porque o Samae não fez a parte que lhe cabia (25% da rede coletora e estação de tratamento).
     A reação do governo foi exigir que a Foz do Brasil apresente documentos comprovando custos efetivos das obras realizadas. Pretende analisar tudo até o prazo dado pela concessionária, que é 17 de março, com a possibilidade, foram avisados os representantes da Foz, de prorrogar uma decisão.

06 fevereiro, 2013

Tiroteio e morte na pequena farmácia

Fim de carreira, com uma bala na testa, outra na boca
     Um tiroteio. Um assaltante morto. Um comerciante baleado. Voltei, por alguns instantes, ao tempo de repórter policial, na noite desta quarta, para registrar a morte de um ladrão durante tentativa de assalto a uma pequena farmácia na Rua Dois de Setembro, quase ao lado da Ford Center, na Itoupava Norte. Testemunhas não há, mas as evidências revelam um tiroteio, por volta das 21h30. De um lado o assaltante, com um revólver calibre 38; de outro, atrás do balcão, um sócio da farmácia, que atendia sozinho, também com um .38. Foram, apurou a polícia, dez disparos. As duas armas encontradas descarregadas. O delinquente ficou caido perto da porta de vidro estilhaçada, com um tiro na testa, outro na boca e um na altura do rim direito, onde a bala entrou pela frente e saiu nas costas; o comerciante, com um tiro no abdomem, foi levado para o hospital, sem risco de morte.
      A Polícia Militar atendeu a ocorrência e recolheu as armas. Depois, policial da Delegacia de Homicídios e peritos fizeram o levantamento. Com o assaltante, que vestia tênis, calça de sarja tipo jeans e uma blusa de lã, foi encontrado apenas um celular, uma nota de R$ 10 e outra de R$ 2 e um chip para celular. Nenhuma identidade.
      Esta foi a quarta vez que a farmácia é vítima de ladrões. Antes houve arrombamento e dois roubos.

Dez tiros, um morto, um ferido

Sem lenço, sem documento
      Enquanto policiais militares aguardavam o final do levantamento pericial e retirada do corpo, pelo rádio ouviam comunicado de outro assalto, em uma pizzaria, na Velha, mas sem vítimas. À tarde já havia sido preso um casal que roubou mercado na Rua 25 de Julho (próximo à Rivage), saiu a pé e foi para o ponto esperar ônibus. Mas uma patrulha da PM chegou antes do coletivo.

Kleinubing deixa dívida de R$ 43 milhões na prefeitura

    A turma do Kleinubing deixou um belo presente para a gestão tucana da prefeitura de Blumenau: uma dívida de R$ 43 milhões. Eu ia dizer aqui que o rombo era superior a R$ 40 milhões, mas o Alexandre Gonçalves foi além e detalha a dívida no seu blog (www.informeblumenau.com.br). A informação oficial do presente grego será divulgada nesta quinta-feira. Talvez, como presidente do Badesc, cargo que ganhará mesmo sob investigação do Ministério Público, o próprio João Paulo facilite empréstimos da agência de crédito estatal para Napoleão Bernardes amenizar o pepino herdado.

Crime eleitoral: Dúvida desfeita e choro de condenado

   Já dei a informação ontem, mas fiz nova checagem nesta quarta e confirmei. Os vereadores cassados - Fábio Fiedler, Robinho e Célio Dias - podem, legalmente, permanecer vereadores até novo julgamento no Tribunal Regional Eleitoral. Obtiveram. no TRE. efeito suspensivo. O promotor Odair Tramontim tentou reverter esta decisão esta semana, quando a juiza Cláudia Meyer assumiu o cargo de juiz eleitoral da comarca, mas ela entendeu que deve ser aguardada a desição da instância superior.
     Então, o procurador geral da Câmara, Lucinio Nones, convocado a dar um parecer sobre o caso, não precisa mais se preocupar. Pode sugerir ao advogado e vereador Ivan Naatz que leia este blog.
     Ontem e hoje, aliás, estão vencendo prazos os condenados para ingressar com recursos. Braz Roncáglio, suplente de Célio Dias (PR), igualmente condenado, vai recorrer ao escritório do agora também vereador César Cim, para sua defesa. Foi o que ele disse ao próprio César ontem, terça. Ele se considera um injustiçado: "A única acusação contra mim foi um telefonema dado por minha filha, que é servidora pública, e que estava em férias na ocasião". Sei lá o que trataram nesta ligação. Assunto familiar provavelmente não foi. 

05 fevereiro, 2013

Cassação foi tema que pairou em toda sessão

       A Câmara de Vereadores que nesta terça inicio oficialmente os trabalhos da nova Legislatuva promete emoções. A primeira sessão deu uma mostra. Três vereadores com fisionomia que não escondia preocupação e desconforto, outro acenando com Comissão Parlamentar de Inquérito sobre as irregularidades apontadas pela operação Tapete Negro, do Ministério Público. E o escolhido lider do governo, Ivan Naatz, questionando a presença dos colegas cassados pela Justiça.
Preocupação de Fiedler e um raro sorriso de Célio...

Robinho (esq.), sêm ânimo pra comemorar
       Robinho (PSD), Fiedler (PSD) e Célio Dias (PR), condenados a perder o mandado, em primeira instância, quase não falaram e permaneceram sérios durante quase toda a tarde. Célio chegou a esboçar um sorriso durante a sessão. Afinal, todas as atenções estavam dirigidas a eles. Mas os três asseguraram não estar constrangidos, "nem um pouco". Célio argumentou que das quatro denúncias apresentadas contra ele pelo Ministério Público, apenas uma foi acatada pelo juiz eleitoral e que mesmo esta era frágil. Na tribuna disse estar "entusiasmado" com o resultado que terá o julgamento do recurso. Fábio Fiedler garantiu-me estar com a "consciência tranquila". Quando foi à tribuna, fez um relato de sua tragetória como líder estudantil e depois vereador, para revelar-se uma pessoa preocupada em contribuir com a sociedade. Robinho por sua vez, igualmente se disse "muito tranquilo" e ao público exaltou, em tom de discurso, ter trabalhado durante 10 anos para conquistar a cadeira que agora ocupa no Legislativo.
     

Naatz põe fogo na questão dos cassados e pede esclarecimentos

Ivan: "Estamos em inbloglio jurídico"
       Quem botou fogo na questão que envolve Célio, Fábio e Robinho,  foi o pedetista Ivan Naatz. Ocupou o microfone para questionar a situaçao daqueles três colegas e pedir análise da situação pela Procuradoria da Casa. "Estamos em um imblóglio jurídico. Aqui não chegou nada. Não sabemos se eles foram cassados ou não, se obtveram suspensão da pena", disparou. Naatz entende que se o processo foi ajuizado antes que os acusados receberam o diploma de vereadores, a cassação é automática e não deve aguardar o julgamento de recursos.
       Mas, aparentemente, a intervenção de Naatz é mais um artifício de ganhar evidência na mídia. O efeito suspensivo teria sido garantido já pelo juiz relator do processo no Tribunal Regional Eleitoral, quando do recurso interposto pelos réus quando o MP pediu a suspensão da diplomação.
Fiedles, chamou Ivan pra questionar
Célio, dizendo que intervenção é "inócua"


      CPI
       Enquanto isso, Jefferson Forest (PT), relembrou as lutas da esquerda em favor da democracia, desde os anos negros da ditadura militar e, embalado pela nebulosidade que aquele período lembra, anunciou que vai trabalhar pela implantação de uma CPI do Tapete Negro. "Vou enviar requerimentos à Justiça e ao Ministério Público para que nos forneçam gravações telefônicas e provas de irregularidades já levantadas, para alimentar esta Comissão".
Forest, com esperança de investigar a turama do Kleinubing