16 março, 2013

Um site para incentivar o uso da bicicleta

       Ciclistas de Blumenau serão convidados e incentivados a opinar sobre os locais que frequentam utilizando bikes. Comércio, indústria, estabelecimentos públicos, instituições, serão avaliados sob o ponto de vista de quem usa a bicicleta para se locomover. É o BikeIT, um site colaborativo criado por usuários do veículo de duas rodas, de São Paulo e que estará disponível, além da capital paulista, para Porto Alegre, Curitiba, Brasília. Blumenau e Maringá, no Paraná, são as duas cidades não capitais a participar.
     O BikeIT foi apresentado na sexta-feira à noite aos integrantes da Associação Blumenauense pro-ciclovias (ABC), pelo presidente Thiago Duwe. Ele teve contado com esta proposta no Forum Mundial da Bicicleta, no mês passado, em Porto Alegre. Na reunião, já foram definidos os reponsáveis pela ativação, moderação do site aqui na cidade.
Duwe, apresentando o site colaborativo
   O objetivo é, como define o próprio site, estimular a boa relação do ciclista com sua cidade. O site será receptor dos  comentários feitos por qualquer usuário de bike de como foram recebidos nos locais que estiveram e a estrutura disponível para ciclistas. Há bicicletário ou local para deixar o veículo? Como foi tratado por chegar de bicicleta? são alguns dos itens. Na primeira reunião, no galpão da Faculdade de Arquitetura da Furb, por exemplo, foi avaliado o local, e reprovado, pois os ciclistas improvisam um tubo de ferro como estacionamento.  Se houvesse uma estrutura adequada, a utilização da bicicleta seria bem maior, observa Duwe.
    Para saber mais, acesse o site  http://www.bikeit.com.br

15 março, 2013

As Oktobers: a da multidão sem limite e a do público contido

     O efeito "danceteria Kiss" continua por aqui e agora chega à Oktoberfest. Ministério Público sugere limitar em 35 mil pessoas o público nos pavilhões da festa, ao mesmo tempo. Em 2008, ou 2009, logo após o feriadão de 12 de Outubro, critiquei o então tenente coronel Carlos Menestrina, comandante dos bombeiros aqui da cidade, por permitirem, os bombeiros, tamanha aglomeração de pessoas na Vila Germânica.
     "Faremos uma reunião para avaliar isso", disse-me na ocasião, acrescentando que os apresentadores de palco eram orientados a chamar a atenção e encaminhar o público para as saídas, em caso de emergência. Bem, o faremos, no caso, seriam os bombeiros, prefeitura e Vila Germânica. Mas, nada mudou efetivamente, como se percebeu nas edições posteriores.
      Nas administrações de Renato Viana e de Décio Lima também tivemos "multidões" na Proeb. Mas, então, havia muito espaço fora dos pavilhões, espaços que desapareceram com as novas construções e cercas que reduziram a área externa. Em caso de pânico, assim como esta a Vila Germânica, é inevitável uma tragédia. E, numa situação de desespero - que pode ser provocada por um gaiato que acenda uma bomba junina, ou outro fogo de artificio, por exemplo - não creio que apresentadores de palco consigam acalmar e organizar a massa.
       LIMITAÇÃO
Na Oktober catalã, público espera por vaga
      Em outubro do ano passado fui na primeira Oktoberfest de Barcelona (ES). Foi em pavilhão aberto, com área semelhante ao antigo Pavilhão B, da Proeb. Os organizadores tiveram o cuidado de evitar excesso de público. Dias antes foi disponibilizado pela internet a reserva de mesas (gratuita) e durante a festa, que durou um fim de semana, com som mecânico, chope de Munique servido em canecos de vidro, quem não tivesse reserva aguardava na fila vagas para entrar. Depois de atingida a capacidade de público, o acesso era liberado conforme a saida de pessoas. Sem confusão, dentro ou fora, mesmo com muita espera.


No pavilhão, a festa da cerveja rolou sem....

....atropelos, com espaços para todos, sem risco

Dos barris a cerveja servida em canecos de vidro, algo impensável por aqui

14 março, 2013

Registro de tarde apática na Câmara e furto no chafariz

        Nesta quinta, a habitual passagem pela Câmara de Vereadores, mas dei preferência a uma conversa com o amigo e fotógrafo Gilberto Viegas, ao invés de acompanhar as manifestações na tribuna e conversas de bastidores. Mas, pelo que vi e ouvi, nada relevante na tarde nublada e modorrenta. O vereador Jefferson Forest (PT) não conseguiu, nesta sessão, levar avante sua proposta da CPI do Tapete Negro e o líder do governo Ivan Naatz (PDT) não apresentou o pedido de licença médica que vem anunciando. Deixa, com isso, o Roberto da Luz (suplente do PDT), mais uns dias na expectativa.
     CHAFARIZ

    Mas do lado de fora do prédio, tinha assunto: o furto de esguichos no chafariz da pracinha junto à prefeitura. Dos 21 esguichos originais junto à borda da fonte, sete já desapareceram; três deles com sinais de terem sido quebrados recentemente. No centro, foi arrebentado e levado um, dos oito instalados. Provavelmente intervenção de cheiradores de crack que transformam o metal destes esguichos em dinheiro para droga.


13 março, 2013

Nova ponte: palpite infeliz da ACIB

     Desde janeiro, por iniciativa do secretário de Planejamento Alexandre Gevaerd, a sociedade blumenauense, discute a localização e outras questões referentes à nova ponte a ser construída sobre o Itajaí-Açu. Como sociedade leia-se entidades que congregam engenheiros, arquitetos, Furb, órgãos públicos, ambientalistas. Enfim, reuniões históricas (houve duas e há outra prevista para breve), porque inéditas. Nunca uma obra pública deste porte teve envolvimento tão amplo e decisões compartilhadas pelo poder público e comunidade. Na segunda reunião ficou decidido o local, uma escolha baseada em uma série de critérios técnicos e de interesse comunitário.
     Agora, sem qualquer motivo que justifique, a ACIB faz uma reunião particular e "resolve" que a ponte deve ser construída no local que pretendia a turma do Kleinubing. Palpite infeliz, como dizia Noel Rosa em sua canção.  Tem razão o vereador Robinho (PSD) que foi à tribuna, na sessão desta terça, exigir "atitude" do prefeito e tocar em frente o projeto e a obra conforme decidir a Secretaria do Planejamento  e deliberarem os  técnicos  e cidadãos que participam das reuniões convocadas por Gevaerd. "O quadro técnico é suficientemente capaz para escolher o melhor para a cidade". Portanto, prefeito, "atitude!", sem se preocupar com palpites infelizes.

Ciclista, cuidado, pedestre na ciclovia

E agora, ciclista?
       Alguns por necessidade, outros por comodismo (estes são a maioria). Os pedestres transformam o que seriam  ciclovias ou ciclofaixas em uma extensão das calçadas, tornando o ciclismo e o ato de caminhar um permanente conflito. Ações públicas de educação ou orientação inexistem. Resta contar, como observa o ciclista e diretor da Associação Blumenauense pró-Ciclovias, Wilberto Boos, bom senso de ambas as partes.
       Há locais, como na Rua Almirante Tamandaré, que por muito tempo a ciclovia ali existente foi única alternativa para pedestres. Agora há uma calçada no lado esquerdo da rua, mas a ciclovia tem a preferência dos pedestres. Na Rua Francisco Waldieck o uso da ciclovia por pedestres é ainda mais intenso e perigoso. Por ali passam pedestres carregados com pacotes e sacolas de compras e são comuns pais e mães empurrando o carros de bebes. E há calçadas, mas andar na pista destinada às bicicletas é mais cômodo. O mesmo acontece na Rua 25 de Julho, na Itoupava Norte, onde o pedestre acha mais confortável o asfalto. Ano passado um casal foi atropelado por um carro na Theodoro Holtrop, lembram? Caminhavam pela ciclovia.
       Boos, da ABC, concorda que, muitos destes casos se deve à má educação. Ele mesmo já foi xingado por uma pedestre quando sugeriu que ela utilizasse a calçada, na Rua Hermann Huschel, ao invés da ciclovia. E não há campanhas públicas, porque os servidores dos órgãos públicos a quem caberia este trabalho não são ciclistas, observa ele.  Resta, sugere, o bom senso: onde há calçadas, o pedestre deveria utilizá-las; não havendo, ciclistas e pedestres devem compartilhar o espaço harmoniosamente. "Há locais em que nós, do pedal, precisamos usar a calçada", observa ele.
Calçada, pista pra correr. Vale tudo na ciclovia

O piso sem obstáculos seduz o pedestre
Aqui tem área para pedestre, mas vale o hábito de andar na rua
Na Heinrich Hemmer, carros e caminhões na faixa de ciclistas são comuns

12 março, 2013

Moradores ludibriados pela administração pública pressionam vereadores

Pressão nos vereadores, para ter o muito prometido asfalto
     A Rua Arnoldo Hemmer, no Badenfurt, agora será asfaltada. Os moradores de lá escutam, há anos, promessas como essa e até ordem de serviço já viram ser assinadas por prefeito. Mas asfalto, nada. E agora, porquê? Bem todos vereadores garantiram que "estão com os moradores". Então, tá. Garantido.       
Pavimentação garantida em documento, em 2009
         Isto aconteceu nesta terça, quando um grupo de vítimas do pó e da lama, vestindo camisetas com a marca da Associação de Moradores da Arnold Hemmer foi à Câmara Municipal e ganharam espaço para se manifestar. A secretaria da associação, Guiza Chequeto mostrou porque ela e seus vizinhos estão indignados com o poder público. O presidente da Casa, Vanderlei Oliveira (PT), aproveitou para exibir, na tribuna, documento de 2009, em que a administração João Kleinubing enumerava 17 ruas que seriam pavimentadas com recursos do Badesc. Na época, o documento servia de argumento para que o Legislativo aprovasse convênio do Municipio com a agência de crédito estatal para que as obras pudessem ser executadas. Em julho de 2011 os vereadores aprovaram o projeto de lei 6.135, autorizando a prefeitura a aderir ao Programa Operacional do Fundo de Desenvolvimento Municipal e tomar empréstimo junto ao Badesc para a pavimentação das ruas, entre elas, a Arnorld Hemmer. Foram R$ 30 milhões tomados, mas o asfalto, nada. "Nossa rua virou rota de fuga para a congestionada BR-470", queixa-se Guiza. Agora, com tanto vereador, dos diversos partidos, prometendo apoio, ela e os demais moradores renovam a esperança, pelo menos por alguns meses mais.

Pedetista busca apoio do PT para assumir vaga temporária de Naatz

   Voltei. Nova interrupção para concluir manutenção caseira, agora na área da carpintaria. E fui à Câmara de Vereadores, ver como andam as coisas por lá. Tumultuada, mas encontro o advogado Roberto da Luz (PDT) em conversa reservada, mas nem tanto, como Eder Lima (PT). Está buscando apoio dos petistas para assumir como suplente a vaga do líder do governo Ivan Naatz, que vai se licenciar por 30 dias.
Roberto, contando com o petista Eder para ocupar cadeira de vereador
     Luz é o primeiro suplente do PDT, partido de Naatz, mas, em função da coligação com o PT, há cinco suplentes daquele partido em sua frente. Por isso a busca de apoio para que consiga ser temporariamente vereador. Está confiante que os petistas vão colaborar. Naatz sairá na quinta-feira da próxima semana, disse-me.

21 fevereiro, 2013

Anúncio da nova tarifa dos ônibus revela omissão do Seterb de Kleinubing

   Um dia inativo por culpa, mais uma vez, da GVT. Para postar esta nota recorri a um wifi no shopping. O fato, provavelmente jà não é novidade: a tarifa do transporte coletivo de Blumenau apresentada pelo Seterb ao prefeito, de R$ 3,05. Mas, o mais importante do que o anúncio do valor, feito pelo presidente da autarquia Sérgio Santos, nesta quinta, na Câmara de Vereadores, foi a revelação de que o consórcio Siga não segue, ou cumpre, o contrato.
    Sérgio Santos disse que não há controle de qualidade da frota, do tempo de serviço dos coletivos, do cumprimento de horários, da frequência das viagens. Ou seja, o consórcio opera como bem entende, há tempo. Perguntei se isto é evidência de omissão, negligência, irresponsabilidade da administração Kleinubing. Evitou a resposta direta, disse apenas que isto é passado e que o importante é que a partir de agora serão exigidas e examinadas detalhadamente planilhas e o cumprimento do contrato, o que inclui renovação da frota.
     Bem, mudou o presidente da autarquia, mas os demais servidores, aqueles que deveriam fazer a fiscalização e exigir o cumprimento de contratos continuam lá.
     Quanto à nova tarifa, vigora 10 dias depois de o prefeito assinar decreto aprovando-a.

19 fevereiro, 2013

Parque São Francisco: Inexiste documento de interdição

    "A FAEMA poderá contratar ou fazer convênio com órgãos e entidades públicas ou privadas para o planejamento, recuperação, conservação, proteção e manejo do Parque Natural Municipal "São Francisco de Assis". O texto é do Parágrafo Único do Artigo 14. da Lei 99/95. Portanto, legalmente, a administração municipal poderia recuperar os alegados danos ambientais ao parque que  colocariam em risco os visitantes.
Uma vista do que era uma represa
       Mas que danos são esses? Inexiste na Defesa Civil, hoje parte da Secretaria da Defesa do Cidadão, qualquer documento interditório. Fui lá na sexta-feira, em busca de algo que formalizasse ou determinasse a decisão, sem que nada fosse localizado. Confirmei nesta segunda, por telefone. A única referência aos danos ambientais está no Parecer Técnico 20/2010, da Diretoria de Geologia e feito a pedido da Faema. O parecer esclarece o tipo de solo da área, observa que "movimentos de massa" podem se repetir, como processo natural do ambiente, e que isto determina existência de risco.
     As recomendações dos geólogos foi pela implantação de programa de monitoramento geotécnico, que inclui instalação de instrumentos para medir volume de água e de chuva e controle da visitação. Descartam a execução de obras de estabilização e alterações ambientais.
     Não parece tão complicado, não? Uma estação para medir volume de chuva e nível d´água, que podem antecipar possibilidades de eroção ou movimentação de terra. A partir daí, estabelecer alguns eventuais limites ou fechamento temporário do local.
Aos poucos a Natureza ocupa as trilhas

Local para meditar, saborear, há muito sem ser desfrutado


As bromélias florescem, mas quem as aprecia?

Eletrodomésticos, utensílios, no abandono

Água limpida na pequena queda d´água
      Nesta segunda pela manhã, depois que liguei para a FAEMA para dizer que iria ao Parque fazer fotos, o presidente Lesse informou, por intermédio de assessor, que dentro de 60 dias, talvez, haja novidades. Semana passada não tinha nada. 

Parque São Francisco: área continua no abandono

      Se você é daqueles que gostariam de estar mais próximo da Natureza, bem ali, no Centro da cidade; levar filhos, a esposa, namorada, para um passeio no Parque São Francisco, esqueça. Fechado desde 2008, vai continuar assim, sabe lá até quando. O novo governo municipal e o novo dirigente da Faema não mostram, aparentemente, interesse em modificar o quadro de abandono deixado pelo governo Kleinubing.          Na semana passada o presidente da Faema, Anselmo Lessa disse-me quando questionei a situação do parque, que o local requer investimentos para recuperação da área e que o município não tem verbas e nem poderia investir porque a área é particular. O secretário de Defesa do Cidadão, que era vereador, Marcelo Schrube, estava junto e reforçou: “A Defesa Civil interditou em 2008”. Está liberado apenas para pesquisas, acrescentou ele.
        Por desinteresse ou comodismo, estão errados, ambos. O Parque é área municipal, criado pela Lei Complementar 99/95, de 25 de outubro de 1995, pelo então prefeito Renato Viana. O terreno, com 223 mil m2, foi doado pela Provincia Franciscana, em troca de autorização para uso de outras áreas contíguas. Não está escriturado, é verdade, mas, como lembra diretor da Procuradoria Geral do Município, há dezenas de terrenos do município, não escriturados, abrigando escolas e nem por isso deixam de ser feitos os necessários investimentos.
      A seguir, alguma imagens do abandono em que a administração Kleinubing e Robson Tomazzelli (ex-Faema)
No totem, a imagem do abandono
Na recepção, sala incendiada

Vidros quebrados, sem reposição

Vitrine estilhaçada

Avisos tombados, deixados no chão
Imagem de uma fundação do meio ambiente. Ou "afundação"

Uma causa da interdição: assoreamento da represa

Represa virou um pequeno córrego

Trilhas desaparecem sob a vegetação

A saida, quase escondida