06 maio, 2012

Blumenau, celeiro de atletas de Seleção

    Mesmo deconhecido pela maioria da população, o Punhobol é descaque para o país no âmbito internacional. A modalidade é, entre os esportes coletivos, a que mais títulos internacionais conquistou para o Brasil, superando Voleibol e Futebol.
     E Blumenau continua celeiro de atletas para nossas seleções. Guilherme, da equipe masculina do Guarani, integrou a Seleção Brasileira que foi ao Mundial, no ano passado. Também vestiram a camiseta da Seleção, na categoria Juvenil, Luiza e Maria Júlia (ex-alunas do Machado de Assis), ambas do naipe feminino do Guarani.

                                 Equipe feminina do GEC:
                                (a partir da esquerda)     
Karoline, Katia, Luiza, 
Carina e Maria Júlia.
(Luiza e Maria Júlia integraram a Seleção Brasileira, Juvenil) 

Isaac e Jader, atletas de Seleção
                                                                Outros três atletas do Guarani, também da categoria Juvenil, preparam-se para disputar o mundial 2012, que será disputado em julho, na Colômbia: Jader, Isaac e Lucas Orsi (revelado pela professora Mari, do Leoberto Leal, que não atuou na Copa Guarani por causa de lesão). 

05 maio, 2012

Longe da TV, o esporte sobrevive com abnegados

    Sem aparecer na TV, sem um ídolo, o Punhobol é um esporte quase desconhecido, que encolhe (pensei usar "em extinção", mas me pareceu exagerado e uma ofensa aos praticantes), mas sobrevive com abnegados e esforçados praticantes. Mais antigo que o Voleibol, era praticado na Idade Média e há referências de que também na antiga Roma esta modalidade fosse conhecida. Em 1913 foi realizado o primeiro Campeonato Mundial, na Alemanha, país que reúne o maior número de clubes e atletas do esporte e onde há campeonatos com sete divisões. 
     No Brasil a modalidade veio com os imigrantes e o primeiro registro aponta a sociedade Sogipa (que participa da Copa Guarani), de Porto Alegre, como precursora ao criar seu Departamento de Punhobol em 1911. E é nos três estados do Sul onde o Punhobol foi e ainda é mais praticado no país. Mas, sem a visibilidade de outros esportes na mídia e patrocínios escassos, atrai poucos interessados.A equipe feminina do Guarani, por exemplo, conta com cinco atletas (duas de Seleção Brasileira). Nenhuma reserva, sequer. E já foram 12. Estudos, trabalho, foram afastando atletas, dizem as remanescentes.
     Reinaldo César Guimarães, é uma das raras figuras que ainda vive deste esporte, como técnico do Guarani Esporte Clube e funcionário da Fundação Municipal de Esportes. Ele veio para Blumenau há 25 anos, como atleta. E lembra de tempos gloriosos do Guarani fazendo bonito em competições nacionais, sulamericanas e nos Jogos Abertos de Santa Catarina. E não faz muito, foi entre 1995 e 2001, recorda, quando a equipe tinha o Bambam (Onésimo era seu nome), um dos melhores batedores (seria o cortador, no vôlei) do país. Atleta da Seleção Brasileira, ostentava um título de Campeão Mundial. Mas, em 2001 transferiu-se para Pomerode e logo deixou de jogar.
punhobol-quadra-guarani
Campo do Punhobol tem 50mx20m
     As escolas municipais são fonte de atletas, da modalidade, mas igualmente ai o interesse vai minguando e nem todas oferecem esta opção aos alunos. Lúcio Esteves, Leoberto Leal, Pedro I estão entre aquelas onde ainda há Punhobol e participam da Copa Guarani.

     O ESPORTE
     O Punhobol é praticado em campo com 50m de comprimento por 20m de largura, e uma rede (fita colorida, com 2m de altura, ou 1m90 para mulheres). Também pode ser jogado em salão, com quadra de 40mx20m.
      São cinco atletas em cada equipe e, como no vôlei o objetivo é fazer a bola cair no lado adversário. Neste, a bola pode picar uma vez no chão e o saque é feito a partir de uma linha que fica distante apenas três metros da rede.   
     A bola é um pouco mais pesada do que a do vôlei (350g a 380g), branca e com apenas quatro gomos. As partidas podem ser disputadas em sets de 11 pontos, ou por tempo (dois períodos de 10 minutos).
                                               

No Guarani, uma competição nacional de Punhobol

     Punhobol, você já assistiu, conhece, sabe o nome de alguma equipe? Se ficou sem resposta, não se constranja, afinal, este é um esporte de poucos. Em Blumenau, o Guarani Esporte Clube é a única sociedade a manter a modalidade e participar de competições, como a Copa Guarani, que promove neste fim de semana. Nas três quadras do clube, 40 equipes catarinenses (Florianópolis, Joinville, Criciuma, Pomerode e Timbó, além do local Guarani), gaúchas (Novo Hamburbo e Porto Alegre) e paranaenses (Curitiba), se enfrentariam neste sábado e domingo.
     Se você estiver em Blumenau e lê esta nota antes das 14h de domingo, 6, ainda terá tempo para ver de perto algumas partidas deste esporte praticado com o punho, mais antigo do que o voleibol, com o qual tem poucas semelhanças. As disputas da Copa Guarani (um torneio nacional) se desenrolam até pouco depois das 16h. E as partidas da tarde, que duram 20 minutos cada uma, definem os campeões nas diversas categorias (adulto, juvenil, infantil e mirim).
     Na abertura da Copa, no sábado pela manhã, houve homenagem a Werner Júlio Kleine. Hoje com 87 anos de idade, foi atleta de punhobol do Grêmio Esportivo Olímpico a partir de 1947, mas começou a jogar ainda na Neue Deutsche Real Schule, onde estudou por nove anos no regime de internato. Deixou o punhobol apenas quando o Olímpico desistiu da modalidade, na década de 80. 
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                                       A equipe adulta do Guarani, a partir da esquerda: Reinaldo (técnico), André, Vinícius, Gustavo,  Paulo e Daniel. Agachados: Guilherme, Isaac, Marlon e Douglas
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Levantador e batedor em ação

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Batedor é o destaque
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Meninas de Timbó na quadra

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Equipe Infantil, de Curitiba na disputa
                                  

04 maio, 2012

Licitação para obra no dique da Fortaleza segue em passos de tartaruga

   A recuperação e término da obra do dique da Fortaleza, também identificado como PI 5, tem inicio incerto. Depois de 45 dias de aberto o envelope da única empresa interessada, na licitação aberta com este fim, nada aconteceu. Na Diretoria de Licitações, a informação, nesta sexta-feira, é que ainda estavam sendo cumpridos trâmites burocráticos e que na segunda-feira, talvez, estivesse pronta a ata desta etapa da licitação. Depois disso há a abertura de envelope com o valor do serviço.
   Marcos Rischbieter, diretor da Rischbieter Engenharia e Construções, empresa que se habilitou para reformar e concluir o PI5, disse ontem que aguarda o chamado da Prefeitura Municipal para assinatura de contrato. Mas quando isto ocorrerá, é uma incógnita.
   A construção deste dique iniciou pouco depois da enchente de 1992 e nunca foi concluída. Muito dinheiro público foi desperdiçado, pois o que foi feito e instalado deteriorou-se, foi danificado, ou roubado. Duas bombas de recalque, compradas há 10 anos, consumirão algo em torno de R$ 300 mil só para revisão. Ao todo, são estimados, cerca de R$ 3 milhões para deixar o dique em condições de funcionamento.
    Isto se a obra foi executada ainda este ano, claro.

03 maio, 2012

Exemplos de "mobilidade urbana" no Centro

       Ontem à tarde, quem passou pela Rua Rodolpho Ferraz, no Centro, teve um exemplo da preocupação do governo municipal com mobilidade urbana (expressão que está na moda, não?). Alias, muitos motoristas que precisariam passar por ali, não puderam presenciar a iniciativa. Uma das mãos daquela rua, que funciona como mão-inglesa foi fechada apos o meio-dia, para que caminhões-betoneira abastecessem a obra de um edifício, na esquina com a Marechal Floriano Peixoto. Só os veículos que transitavam da Floriano Peixoto para a Nereu Ramos puderam usar a via. A pista contrária foi bloqueada com cavaletes da Guarda de Trânsito. O resultado foram congestionamentos nas ruas vizinhas, principalmente entre 13h15 e 14h. E o trabalho iria pelo menos até 15h30, estimaram funcionários da concreteira às 14h20).
       Veículos de carga e descarga para o comércio têm limitações. Mas a construção civil parece não enfrentar este problema.



betoneira-concreto
Rua com pista fechada para atender construtora

Mobilidade-urbana1
Tapume do mesmo prédio obriga pedestres a se "espremerem", de olho nos carros
  

Verba pública, muita verba, para correspondência natalina

      O vereador Vanderlei de Oliveira (PT), aproveitou a tarde insossa na Câmara de Vereadores, com apenas um projeto para ser votado, para criticar os gastos do deputado Jean Kuhlmann (PSD) com mensagens natalinas, no mês de dezembro. Naquele mês, entre telefonemas e correspondências, foram R$ 28.922,00, disparou o vereador, com base em informações obtidas no site da Alesc. "Usa e abusa do dinheiro público para mandar cartõezinhos da Natal, com sua foto. Dinheiro nosso, da população", enfatizou (em outubro, novembro e janeiro último, a média de gasto com correspondência, por aquele parlamentar, foi de R$ 1.720,00). Na platéia, um homem que se identificou como Osmar, contestava em voz alta e exibia um folder com propaganda do deputado Kuhlmann, para dizer que ele trabalha. O defensor do parlamentar foi advertido pelo presidente da Câmara. Garantiu que não é funcionário do deputado, mas admitiu que trabalhará como cabo eleitoral.
Osmar, "cabo eleitoral voluntário", interferindo na sessão da Câmara Municipal

Romantismo no fundo do quintal

aracuas-dormem

aracuas-dormindo





               Na manhã chuvosa desta quinta, o romantismo de um casal de aracuãs. Descanso sossegado no fundo do quintal, em uma pequena área ainda preservada da ânsia destruidora-contrutora do bicho homem. A terceira ave? Talvez aracuã-sogra, ou sogro, vigilante. 

Lei que elimina multa na Área Azul pronta para ser votada

   Provavelmente nesta quinta,3, seja votada uma nova mudança na Lei da Área Azul, para beneficiar quem não é chegado a pagar o estacionamento rotativo. O vereador tucano Marco Wanrowsky propõe que seja eliminada a multa para quem não coloca o cartão ao estacionar. Pela Lei que apresentou, o motorista pagará apenas o valor do período em que deixou o carro na Área Azul, sem cartela paga previamente. E o período só passa a ser contado do momento em que a monitora deixar o aviso de irregularidade.
    Essa lei, que deixa a regularização do estacionamento quase da forma que era até o final do ano passado, foi considerada Constitucional pela Procuradoria da Câmara e ontem, quarta, dia 2, voltou à Comissão de Constituição e Justiça, da qual Wanrowsky é presidente. Nesta condição, ele aprova e encaminha a plenário. Se aprovada e sancionada, vão exultar os motoristas que ficam incomodados em ter que desembosar R$ 15,00 quando flagrados na Área Azul sem pagamento. Mesmo que recebam, gratuitamente, mais nove cartões. Quer dizer, uma multa que não é multa. 
  

02 maio, 2012

Audiência pouco eficaz e uma pergunta: Quem enterrou um sapo aqui?

    Polícia Militar, Polícia Civil, governo do Estado,  enfim, ignoraram solenemente a Audiência Pública sobre Segurança, proposta pelo vereador Jovino Cardoso (DEM), para a tarde desta quarta-feira. O plenário da Câmara Municipal encheu. Pessoas da sociedade que esperavam ouvir algo que amenizasse a insegurança da população, membros de conselhos de segurança pública de alguns bairros. Nas cadeiras reservadas às autoridades, meia dúzia de vereadores, Associação Comercial e Industrial, Associação das Micro e Pequenas Empresas, OAB, Corpo de Bombeiros e a deputada Ana Paula Lima que representava a Assembléia Legislativa.
População pede socorro, mas quem decide não ouve
    De pratico mesmo, nada além da criação de uma Frente de Trabalho Pró-Segurança (algo semelhante ao grupo formado para tentar pressionar os governos para que executem a duplicação da BR-470, um trecho pequeno dela, na verdade). O vereador Jovino ofereceu a sobra orçamentária da Câmara para manter uma Guarda Municipal, "se a falta de verba for o impecilho para criação deste serviço". Mas, claro, isto não é simples assim. Ronaldo Baumgarten Jr, presidente da Acib, se disse decepcionado com a aplicação do Proer (o fundo destinado à Segurança Pública) e apontou como razão do descaso para com a cidade, a falta de representatividade política. "Será que teremos que fazer um governador, um secretário de Segurança Pública, um Ministro, de Blumenau, para que tenhamos mais atenção? Qual sapo foi enterrado aqui, que impede ações positivas do governo na segurança do cidadão?", questionou ele.
     Mas chamou a atenção a assistente social Cláudia Terezinha de Oliveira, que acompanhava Jorge e Telma, pais do jovem Andre Bianchi, assassinado no mês passado, durante assalto em um supermercado no Bairro Progresso. "Não é mudando o Estatudo da Criança e do Adolescente, que terminaremos com a violência. O que é preciso é os governos cumprirem o que estabelece o Estatuto. Dar escola e moradias dignas, oportunidades aos menores". O problema, disse ela, somos nós, os adultos, que não educamos, não orientamos adequadamente crianças e adolescentes.

O vereador Jovino em nova tentativa de chamar atençao do governo estadual
Creide disparou criticas em nome de Jorge e Telma, pais de jovem assassinado, durante assalto

01 maio, 2012

Trabalhador: Dia de Luta? Que nada, só festa

   Dia 1º de Maio era dia de luta dos trabalhadores. Luta por menor jornada de trabalho, luta por melhores condições de trabalho, luta por salários justos. Desde 1886 foi assim, a partir de uma manifestação história que resultaria em mortes. A Internacional Socialista decidiu transformar aquela data uma homenagem às lutas dos trabalhadores, iniciativa consagrada a partir de 1891,quando novas manifestações, agora na França, terminaram com mais mortes de operários.
    Bem, mas quem lembra ou se importa com isso agora? Em Blumenau a data foi apenas mais um feriado, ou um feriado para muitos, como os empregados em supermercados, por exemplo. E festa, promovida pela prefeitura, via Vila Germânica, e emissora de TV RicRecord. Os protestos se transforam em dança, balões, brinquedos infláveis, cortes de cabelo gratuítos e até, vejam só, exposição do Exército Nacional. E a Vila lotou.
    Outros tempos.
Dia-Trabalhador-Vila
Dia-Trabalhador-Danca

Dia-Trabalhador-Brinquedos

Dia-Trabalhador-Cabelo

Dia-Trabalhador-Balao